C.I.A.G. - Centro de Inteligência Agricola Gerti
domingo, 21 de agosto de 2011
Imcopa já produz etanol com resíduos de Soja
Por enquanto, são 10 mil litros por dia, consumidos pela própria frota da paranaense Imcopa. A partir de maio, a emagadora de soja, a maior de capital nacional, iniciará a construção de uma segunda planta com capacidade para 70 mil litros diários, para que seu álcool ganhe escala comercial.
"O produto principal é o farelo de soja concentrado (60% de proteína), de onde são extraídos carboidratos (açúcares). Desse processo produtivo, sobra um melaço que é aproveitado para a produção de álcool", explicou o diretor de operações da Imcopa, Enrique Traver. "Em maio vamos inaugurar a segunda fábrica de proteína concentrada, quando vamos acrescentar mais 240 mil toneladas à produção atual de 120 mil toneladas. Com isso, haverá sobra ainda maior de melaço no processo industrial", acrescentou.
O etanol produzido pela Imcopa é um produto nobre. Pode ser usado na indústria alimentícia, cosmética, farmacêutica ou como combustível, informa Traver. "Por enquanto é só um projeto, mas estamos pensando numa terceira planta de farelo concentrado porque é um produto cujo consumo vem crescendo no mercado mundial. É utilizado para ração de peixe". Para instalação da planta de farelo de soja, a empresa investiu US$ 32 milhões e na de etanol serão necessários outros US$ 5 milhões.
Controle familiar
A Imcopa é uma empresa de capital nacional e controle familiar paranaense. É a maior do país no processamento de soja com essa característica e, quando se listam as multinacionais neste ranking, fica na quinta posição entre as maiores esmagadoras de soja do país, processando anualmente 2,3 milhões de toneladas de soja. Em 2006 faturou US$ 750 milhões, contra U$ 650 milhões em 2005 e, "se o atual patamar de preços da soja se mantiver por mais algum tempo poderemos alcançar a US$ 1 bilhão em 2007", diz Enrique Traver.
Segundo afirmou, com a segunda planta para etanol, a empresa vai estudar qual o mercado que será mais atraente para o seu produto porque também está nos planos da empresa a produção de biodiesel de soja, numa planta que será erguida também em Araucária com investimentos de US 10 milhões.
Como no biodiesel, há um percentual de 15% de etanol, há a possibilidade de se utilizar o álcool da soja neste produto. Tanto a tecnologia para o etanol de soja como a produção de soja com um concentrado de 60% de proteína são da própria Imcopa. Traver explica, porém, que produzir álcool de soja só vale a pena para empresas com essas características, onde sobra o melaço como resíduo. Nesse caso agrega valor a um produto que não valia nada e era descartado, diz.
A Imcopa é uma empresa voltada para o mercado externo: "Perto de 95% da nossa produção é exportada, 75% para a União Européia", diz. No total, são 1 milhão e 600 mil toneladas de farelos com concentração de proteína na faixa dos 44%, 46% e 48%.
Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br
Criador de Pró-Álcool diz que Soja pode virar Combustível
Localizada na cidade de Araucária - Paraná, a sede da IMCOPA conta com mais de 300 colaboradores, distribuídos em diversas áreas, para o esmagamento e fabricação de derivados de soja. Seu parque industrial é um dos mais completos do segmento, atuando desde a recepção, armazenagem e esmagamento da soja, até a produção da lecitina, produção e envase de óleo refinado e fabricação de farelo concentrado protéico (SPC) e álcool.
O setor de recepção e armazenagem tem capacidade para receber diariamente cerca de 3 mil toneladas de soja. Além dos testes de pureza genética, a IMCOPA controla os níveis de umidade, impureza e variação de grãos, entre outros, como parte de seu sistema de qualidade. A unidade Araucária possui uma capacidade de esmagamento de mais de 2,4 mil toneladas por dia. Utilizando o sistema de separação das cascas da soja, a planta industrial ainda garante a obtenção de um farelo especial, o farelo hipro, com alto teor de proteína - em torno de 48%.
A extração de óleo e farelo é feita por um processo quase totalmente automatizado, o que permite melhores índices de produção, rendimento e, principalmente, segurança. O óleo bruto de soja, produzido em Araucária, é utilizado na fabricação da lecitina de soja, e o farelo é armazenado para exportação. A área de refinaria da IMCOPA tem capacidade para processar mil toneladas de óleo degomado por dia, sendo uma das maiores plantas em capacidade instalada no Brasil.
IMCOPA conta também com uma estrutura de envase de óleo em garrafas PET, com uma capacidade de 300.000 caixas de 20 garrafas por mês. Sua marca ''LEVE'' é um dos únicos produtos certificados como não-transgênico do Brasil.
A produção de SPC (farelo concentrado protéico) é realizada em Araucária. A planta é resultado do investimento da IMCOPA em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, e é uma das únicas plantas industriais do mundo a produzir o SPC entre 60% e 70% de teor de proteína. Este farelo é totalmente exportado para criadores de peixes e suínos, de países como Noruega e Chile. A produção mensal de SPC com 60% de proteína é de 30 mil toneladas.
Durante o processo de concentração de proteína para a produção do farelo, é originado o melaço de soja, utilizado para a produção do etanol (álcool de soja) e também como combustível para geração de vapor.
A IMCOPA é responsável pela geração de grande parte da energia que utiliza. Por meio do reaproveitamento de subprodutos que servem como combustível para suas caldeiras, a empresa se coloca a caminho da auto-suficiência em combustíveis e energia.
Em sua usina de álcool de soja - também pioneira no mundo - localizada em Araucária, a IMCOPA produz até dez mil litros diários de Álcool Hidratado de Soja. Este produto possui as mesmas características físico-químicas do álcool obtido da cana-de-açúcar. A usina IMCOPA tem autorização da ANP (Agência Nacional de Petróleo) para produzir e comercializar álcool combustível para automóveis. Os primeiros carros a receber esse combustível foram os da própria frota da empresa.
Fonte: www.parana-online.com.br
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Mais fortes, geadas voltam a atingir safras do PR; preços sobem
Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), do governo do Paraná, houve geadas fortes nas regiões de Toledo, Cascavel e Campo Mourão, que respondem por mais de 50 por cento da colheita de milho safrinha do Estado, tradicionalmente líder na produção do cereal.
O Deral, entretanto, diz que é cedo para quantificar as perdas, embora afirme que elas ocorreram.
"Acho que o milho que tinha, cozinhou. Vai dar muito grão ardido, foi bem forte e geada", afirmou o agrônomo Juliano Alves Galvão, da Copavel, importante cooperativa de Cascavel, no oeste do Paraná.
De acordo com Galvão, deve ocorrer uma quebra de cerca de 40 por cento do milho do município.
"Igual a esta geada só a de 2000", afirmou ele, lembrando-se da quebra registrada no início da década passada.
O agrônomo acrescentou ainda que, para piorar a situação, há previsão de chuva para os próximos dias. "Se chove, brota o grão dentro da espiga."
A região de Cascavel responde por 15 por cento da produção de milho do Estado.
Na segunda-feira, geadas já tinham atingido o Estado, onde 75 por cento da safra de milho está suscetível a perdas por geadas, segundo o Deral.
"Não tem como quantificar, vamos monitorar esta semana, a geada de hoje foi mais forte e pegou trigo também", disse a agrônoma Margorete Demarchi, do Deral.
"Dependendo do estágio dentro da espiga, mesmo em fase de maturação, e dependendo da intensidade da geada, afeta a qualidade", disse ela.
A agrônoma afirmou que as lavouras nos municípios de Maringá e Londrina, no norte, que juntos respondem por 20 por cento do milho do Estado, também foram atingidas pelo frio intenso.
PREÇOS
Segundo relatório da consultoria Informa Economics FNP, as comercializações no mercado físico de milho travaram neste início de semana, em função da forte geada que atingiu as áreas produtoras de milho safrinha no Paraná e na região sul do Mato Grosso do Sul, "prejudicando as lavouras que se encontravam nas fases de floração e enchimento de grãos".
No Paraná, as ofertas de venda diminuíram e já existem indicações de compra entre 28 reais a saca e 28,50 reais a saca no oeste do estado, com alta de quase 4 por cento na comparação com o preço da sexta-feira.
"A atenção dos produtores locais segue voltada ao clima e preferiram se ausentar das operações. No interior paulista, não houve indicações de preço dado à ausência da ponta vendedora, mas alguns agentes do mercado já prospectam preços mais firmes no decorrer da semana", destacou a consultoria.
O Paraná esperava uma produção recorde na segunda safra, de 7,4 milhões de toneladas, o que pode não mais ocorrer, contra 6,8 milhões na temporada passada --a colheita da segunda safra está em fase inicial no Estado.
As geadas também atingiram algumas áreas de café no Estado.
Fonte: www.safracheia.com.br
Clima prejudica os cereais no PR
As previsões se confirmaram e as geadas voltaram a atingir as lavouras de milho e trigo do Paraná nesta madrugada, enquanto produtores já falam em perdas na safra de inverno. O cenário provocou alta nas cotações do Estado.
Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), houve geadas fortes nas regiões de Toledo, Cascavel e Campo Mourão, que respondem por mais de 50% da produção de milho safrinha do Estado. O Deral diz que é cedo para quantificar perdas, embora afirme que elas ocorreram.
O agrônomo Juliano Alves Galvão, da cooperativa Copavel, de Cascavel, prevê uma quebra de 40% na safra de milho do município, cuja região responde por 15% da produção do Estado.
A agrônoma Margorete Demarchi, do Deral, diz que o frio intenso também atingiu Maringá e Londrina, que juntos respondem por 20% do milho paranaense. Por causa das geadas, o mercado físico do grão travou, segundo a Informa Economics FNP.
Fonte: www.clippingmp.planejamento.gov.br
Geadas em todo o Paraná causam prejuízos
Mesmo sem levantamento oficial sobre perdas, o Deral aponta que as lavouras de milho e trigo foram as mais afetadas
As geadas do fim de semana já trazem prejuízos para os produtores rurais. Apesar de ainda não ter um levantamento de perdas, o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), adiantou que a região do Estado mais afetada foi a Oeste, atingindo principalmente as culturas de milho e trigo.
Ontem (27), o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) emitiu o alerta de geada para toda a região cafeeira do Estado e, de acordo com o chefe de conjuntura e economista do Deral, Marcelo Garrido, os produtores de hortaliças também devem ser afetados pelo clima.
Ao todo, são 75,5 mil hectares de área plantada de café no Paraná. Confira as orientações do Iapar e as previsões de geadas na reportagem de Andréa Bertoldi.
Fonte: Folha Web.
